domingo, 24 de setembro de 2017

Temer corta 87% do orçamento do esporte

Por Altamiro Borges

Na cavalgada golpista pelo impeachment de Dilma Rousseff, muitos atletas na busca dos holofotes da mídia reforçaram o coro das seitas fascistas e saíram às ruas com os “patinhos amarelos” da sinistra Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) e as camisetas da “ética” CBF. Ingênuos ou não, eles ajudaram a viabilizar o golpe dos corruptos que alçou ao poder a quadrilha de Michel Temer. Na semana passada, o covil golpista encaminhou à Câmara Federal sua proposta para a Lei Orçamentária Anual (LOA) que prevê uma redução de 87% nas verbas disponíveis para os programas do Ministério do Esporte. Cadê a provocadora jogadora de vôlei Ana Paula, o “fenômeno do oportunismo” Ronaldo – o “Ronalducho” – e os outros atletas midiotas?

TV Brasil cancela programa sobre mídia

Por Altamiro Borges

Neoliberalismo não combina com democracia. Esta é uma máxima confirmada no mundo inteiro. O golpe dos corruptos, que alçou ao poder a quadrilha de Michel Temer, só reforça esta tese. Para impor a chamada “Ponte para o futuro” – também batizada de pinguela para o passado com suas políticas de desmonte do Estado, da nação e do trabalho –, o covil golpista tem feito de tudo para cercear as liberdades. Na semana retrasada, a TV Brasil anunciou formalmente o cancelamento do único programa de análise crítica da mídia nativa – o “Ver TV”, apresentado pelo jornalista Laurindo Lalo Leal Filho. As sete famílias que monopolizam os meios de comunicação e que tiveram papel protagonista no golpe devem ter ficado aliviadas.

Programas religiosos invadem TV brasileira

Por Altamiro Borges

Contrariando a Constituição, que proíbe o arrendamento nas concessões públicas de rádio e tevê, os programas religiosos – a maioria de conteúdo fundamentalista e reacionário – estão ocupando cada vez mais espaços nas telinhas. Na semana passada, o “missionário” R.R. Soares passou a entrar ao vivo em três canais – Bandeirantes, RedeTV! e RIT, de propriedade do “pastor”. Conforme alertou Flávio Ricco, do site UOL, a invasão é preocupante. “Pode ser que já tenha havido experiências do tipo, porém trata-se de um fato que foge ao que normalmente acontece ou que estamos acostumados a ver. As igrejas na televisão do Brasil, independentemente das bandeiras que levantam, estão a cada dia mais ricas e poderosas”.

Blogueiros de Goiás em defesa da democracia

Por Marcus Vinícius, em seu blog:

O IV Encontro de blogueiros e ativistas digitais em Goiás reuniu blogueiros, ativistas digitais e militantes de movimentos sociais e comunitários do Estado. O evento, que é promovido pelo núcleo goiano do Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé, foi realizado no auditório Costa Lima da Assembleia Legislativa na tarde de sábado (23).

O encontro se transformou num ato de defesa da democracia e das garantias do Estado Democrático de Direito. Os participantes enfatizaram a necessidade de retirada pelas vias democráticas do presidente Michel Temer do poder e rejeitaram as manifestações favoráveis a uma intervenção militar.

A promiscuidade entre Doria e o Lide

Por João Filho, no site The Intercept-Brasil:

Em junho, o prefeito de São Paulo colocou Luiz Fernando Furlan no comando da Conselho Deliberativo da SP Negócios, empresa de economia mista vinculada à prefeitura de São Paulo. Furlan é um dos donos da Sadia e foi ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do primeiro governo Lula. Até aí tudo bem. O problema é que ele também é chairman do Lide e Presidente do Lide Internacional, grupo empresarial de propriedade da família do prefeito. A SP Negócios é presidida por Juan Quirós, que já foi presidente do Lide Campinas e o homem forte do comitê financeiro da campanha do prefeito. Antes de ser nomeado por Doria, Quirós teve seus bens bloqueados pela Justiça após ser acusado de usar uma rede de offshores para ocultar ser dono de uma firma que faliu.

Salvar o TBC para o Brasil

Enviado por Sérgio Mamberti

A classe teatral paulista repudia o anúncio de privatização de um bem público da importância histórica do TBC de São Paulo, legenda que encerra boa parte do patrimônio imaterial do teatro brasileiro junto aos teatros Oficina e Arena. Repudiamos com veemência a perspectiva desse teatro tornar-se um empreendimento puramente comercial.
 
Atores e atrizes, diretores, técnicos, pedagogos e produtores teatrais vêm a público lembrar que o TBC, além de constituir bem tombado em mais de uma instância de preservação do patrimônio, assim como os citados Oficina e Arena (este também adquirido pelo MinC), já consumiu mais de 20 milhões de reais do erário público em processos de compra e reforma do imóvel.

O infiltrado, a emboscada e a farsa judicial

Por Lina Marinelli, no site Jornalistas Livres:


Pra quem não sabe, esse senhor aí pagou de paquera no Tinder, andou por reuniões abertas da mídia independente, entrou em grupos de militantes e movimentos sociais até encontrar alguns jovens que o acolheram.

Então, no dia em que iam protestar contra Temer (o ilegítimo, o golpista, o que está entregando o Brasil, o que está acabando com direitos sociais e trabalhistas, o que está embrutecendo o futuro dos brasileiros, o que está deixando o país mais triste, opressivo, angustiado), Balta armou uma emboscada. Os jovens foram presos antes de chegar à manifestação. Ele era capitão do exército, era um infiltrado.

Pesquisa confirma decadência de Moro

Por Kiko Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

A nova pesquisa Ipsos traz um dado revelador e previsível acerca de Sergio Moro e sua nêmesis: enquanto a desaprovação do juiz sobe, a de Lula cai.

O prazo de validade de Moro expirou.

A tendência é de alta. No levantamento do mês passado, essa taxa subira nove pontos percentuais, de 28% para 37%. Agora foi para 45%. A série histórica do instituto teve início em agosto de 2015.

Segundo o Estadão, os dados foram colhidos entre os dias 1.º e 14 deste mês. Ou seja, antes e depois do depoimento de Palocci, considerado por toda a imprensa escrita, televisada e togada como a bala de prata na testa de Lula.

Os delírios sobre a "intervenção militar"

Por Breno Altman, em seu blog:

Pode parecer incrível, mas há vozes progressistas que passaram a defender intervenção militar ou a especular sobre seu eventual caráter positivo.

Não são apenas guerrilheiros de Facebook, aventureiros sem lastro ou falastrões em busca de fama.

Respeitáveis personalidades, como o professor Moniz Bandeira, talvez movidos por esse catalizador alucinante que é o desespero político, passaram a bater nessa tecla.

O delírio revela absurdo desconhecimento ou deformação do que sejam nossas Forças Armadas, seu papel no Estado e sua trajetória histórica.

18 razões contra a redução da maioridade

Do site da União da Juventude Socialista (UJS):

1- Porque já responsabilizamos adolescentes em ato infracional

A partir dos 12 anos, qualquer adolescente é responsabilizado pelo ato cometido contra a lei. Essa responsabilização, executada por meio de medidas socioeducativas previstas no ECA, têm o objetivo de ajudá-lo a recomeçar e a prepará-lo para uma vida adulta de acordo com o socialmente estabelecido. É parte do seu processo de aprendizagem que ele não volte a repetir o ato infracional.

Por isso, não devemos confundir impunidade com imputabilidade. A imputabilidade, segundo o Código Penal, é a capacidade da pessoa entender que o fato é ilícito e agir de acordo com esse entendimento, fundamentando em sua maturidade psíquica.

Correios no alvo das privatizações de Temer

Do site Vermelho:

O desmonte promovido pelo governo Michel Temer parece não ter fim. Depois de anunciar a venda de ativos que vão da Eletrobrás à Casa da Moeda, a gestão já fala abertamente em privatizar também os Correios. Em Nova York, o ministro Moreira Franco, da Secretaria Geral da Presidência, declarou que a venda dos Correios está, sim, em estudo. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, confirmou que o tema está em análise

Moreira Franco disse que a tendência é que os Correios passem a atuar mais diretamente no setor de logística, em vez de se concentrar no monopólio postal.

Temer, Jungmann e os generais

Por Maurício Dias, na revista CartaCapital:

O silêncio frágil e assustado do presidente Michel Temer, chefe das Forças Armadas por imposição constitucional, somado às declarações temperadas, apaziguadoras, do general Villas Boas, comandante do Exército, nasceu neste momento de um sinal intrigante do discurso calculado e provocador pronunciado pelo general Antonio Mourão, na loja maçônica Grande Oriente, em Brasília.

O episódio soou como ameaça. Ele não mediu palavras, talvez poupado algumas. Foi além, muito além, do rigoroso Regulamento Interno que interdita a possibilidade de declarações políticas aos oficiais da ativa, como esta, por exemplo: “Ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou teremos que impor isso”.

A anatomia do golpe de 2016

Por Margarida Salomão, no site Mídia Ninja:

Sessenta e quatro: Anatomia da Crise, de Wanderley Guilherme dos Santos, é uma das mais emblemáticas produções da Ciência Política brasileira. Há ali, ao menos, dois razoáveis méritos. Primeiro, apresentar um conteúdo fruto de profunda pesquisa empírica, alcançando conclusões que em nada parecem com certa visão depreciativa (e etnocentrista) anteriormente vigente sobre o sistema político brasileiro.

De outro modo, o autor ainda alcançou identificar no processo de acirramento da polarização política no sistema partidário nacional, as razões para o golpe de 64. Tal radicalização acabou por impossibilitar qualquer tipo de cooperação parlamentar ou mesmo entre executivo e legislativo. Daí a paralisia decisória e a ruptura autoritária da democracia.

Míriam Leitão, Folha e o "desatino militar"

Por Cynara Menezes, no blog Socialista Morena:

A profunda irresponsabilidade da mídia comercial para com o país é velha conhecida de qualquer brasileiro que conheça o mínimo de história. Em 1964, todos os jornais apoiaram abertamente o golpe militar, para, a partir do endurecimento do regime, se dizerem “vítimas” de censura. O mesmo aconteceu em 2016: apoiaram a derrubada de uma presidenta eleita (e honesta) sem se importar a mínima para o abalo que isto significaria a nosso Estado de direito. Agora, criticam a insubordinação crescente nos quartéis.

Globo propõe novo golpe à sociedade

Por Wellington Calasans, no blog Cafezinho:

O descaramento da Globo é um poço sem fundo. Depois de ter mergulhado o país na lama ao derrubar do poder uma mulher honesta e ter como sócios Temer, Cunha, Geddel e todos os outros quadrilheiros que trabalharam para encher os cofres dos irmãos Marinho, esta fábrica de mentiras e golpes tenta enganar a sociedade com mais uma manobra antidemocrática, o golpe militar.

Precisamos saber qual a disposição das Forças Armadas para mergulhar nesse novo plano de fuga da Globo. Será que os militares jogam outra vez na lama a imagem da instituição que menos lucrou com o golpe de 1964? Irá esta instituição atuar como “testa de ferro” da Globo? O que pensam esses militares do comando sobre nacionalismo e reconstrução democrática?

A direita mostra os dentes. Como (re)agir?

Por Antonio Martins, no site Outras Palavras:

O fantasma da intervenção militar esvoaçou sobre o Brasil esta semana. O general Martins Mourão, da ativa, prometeu na sexta-feira passada “derrubar este troço todo”, se o Congresso e o Judiciário não retirarem de cena “esses elementos envolvidos em todos os ilícitos”. Seus superiores – o comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas e o ministro da Defesa, Raul Jungmann – recusaram-se a puni-lo. Em São Paulo, a Rota, tropa mais brutal da PM, fez exercícios de repressão política, simulando uso de munição real, em plena Avenida Paulista. Uma nova sondagem pré-eleições presidenciais mostrou Jair Bolsonaro consolidado em segundo lugar, abaixo apenas de Lula e à frente de todos os conservadores tradicionais. Como tem sido comum há meses, muitos, entre a esquerda, reforçaram sua convicção fatalista de que “o pior está por vir” e de que “não haverá 2018”.

sábado, 23 de setembro de 2017

Temer libera R$ 1,02 bilhão em emendas

Por Altamiro Borges

Com as divisões e as defecções na sua base parlamentar fisiológica, o usurpador Michel Temer decidiu abrir mais uma vez os cofres públicos para comprar os deputados venais. Segundo informa Josias de Souza, em matéria postada neste sábado (23), agora o rombo – ou roubo – será de R$ 1,02 bilhão. E o covil golpista ainda tem a caradura de bravatear sobre o ajuste fiscal e de pedir mais sacrifícios à sociedade, como na “reforma” previdenciária que liquida a aposentadoria dos trabalhadores. Até os “coxinhas” mais tapados, que ajudaram a alçar ao poder esta quadrilha, já devem estar arrependidos. Diante do atual assalto à grana dos impostos, as tais pedaladas fiscais, que serviram de pretexto para o impeachment de Dilma Rousseff, são fichinhas.

Contra toda e qualquer 'intervenção militar'

Por Haroldo Lima, no Blog do Renato:

“Intervenção militar” foi o tema trazido ao noticiário nacional nos últimos dias por um intelectual progressista, que admitiu esse procedimento como meio para vencer a crise, e por um general que disse estar em estudo uma tal “intervenção”.

Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira foi o intelectual brasileiro que levantou essa questão em primeiro lugar, nos últimos dias. É um autor de pensamento marxista, respeitável pela extensa obra produzida e pela militância de esquerda que tem. Em 2015, a pedido da Real Academia Sueca, a União Brasileira de Escritores o indicou para o Nobel de Literatura de 2015.

A sombra do bigode de Hitler

Por João Paulo Cunha, no jornal Brasil de Fato:

O Brasil caminha para o fascismo. Até pouco tempo atrás, o conservadorismo, a direita e os reacionários se movimentavam na arena política, mas valia uma certa segurança em relação à maturidade da democracia. Tudo parecia conduzir para um confronto a ser vivido publicamente no debate de ideias e nas disputas políticas, institucionais e no coração da sociedade. Hoje, desfeito o cenário otimista, não faltam nem mesmo as figuras patéticas da ultradireita, cujos nomes não merecem sequer ser citados.

Barroso quer ser o Chacrinha constitucional?

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

O ministro Luiz Roberto Barroso levará à votação do Supremo Tribunal Federal mais uma jabuticaba, anuncia o Estadão.

Embora não o expresse, ainda, abertamente, Barroso vai tentar fazer passar um dispositivo fantástico para aventureiros e oportunistas de todo tipo, abolindo a exigência de filiação partidária para candidaturas.

Ou seja, o sujeito será seu próprio partido e, claro, teremos os partidos de um homem (ou mulher) só, que deverá satisfações apenas – e se tanto – ao espelho.

Base encolhe e Temer vira refém de Maia

Por Eduardo Maretti, na Rede Brasil Atual:

Após a decisão do Supremo Tribunal Federal, que na quinta-feira (21), por 10 a 1, decidiu enviar à Câmara dos Deputados a nova denúncia do agora ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra Michel Temer, a principal questão desse final de 2017 é se o plenário da Câmara vai autorizar a abertura do processo contra o presidente. Temer corre riscos de cair? Sua base se mantém estável, aumentou ou diminuiu?

Há hoje em Brasília duas correntes sobre o destino da segunda denúncia de Janot na Câmara. Segundo o cientista político Ricardo Caldas, professor da Universidade de Brasília (UnB), a corrente majoritária acredita que a votação será mais fácil para Temer do que a anterior. Em 2 de agosto, os deputados rejeitaram a denúncia por 263 votos a 227. Para essa corrente, os questionamentos sobre a credibilidade das deleções envolvendo a JBS tornaram a denúncia mais frágil.

Apesar do cerco, Lula lidera para 2018

Por Ricardo Kotscho, em seu blog:

No mesmo dia em que Lula foi novamente denunciado na Justiça e se tornou réu pela sétima vez, agora em inquérito da Operação Zelotes, nova pesquisa divulgada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), em parceria com o instituto MDA, mostra que o ex-presidente continua liderando com folga a corrida para as eleições de 2018.

Lula não só venceria em todos os cenários possíveis de primeiro e segundo turno, como cresceu quase quatro pontos na pesquisa de intenção de voto espontânea, passando de 16,6%, em fevereiro, para 20,2% agora.

Gramsci: hegemonia e luta de classes

Por Cezar Xavier, no site da Fundação Maurício Grabois:

No debate ocorrido em São Paulo, nesta quinta-feira (21), o estudioso de Antonio Gramsci, o filósofo italiano Gianni Fresu, mostrou como o pensamento daquele teórico, morto a exatos 80 anos, é a continuidade e avanço de temas importantes para Lênin, assim como permitem a compreensão da estratégia para o processo revolucionário, ainda que tantos esforços tenham sido feitos por setores à direita e à esquerda, para tornar o autor um mero reformista social-democrata.

Se não cair, Temer será a Geni da eleição

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

São crescentes os sinais de que a campanha presidencial de 2018 terá fortes semelhanças com a de 1989, a primeira após o fim da ditadura. Uma delas será a presença de um presidente altamente impopular e rejeitado, contra o qual todos os candidatos vão atirar impiedosamente. A Geni da música de Chico Buarque. Assim foi com o então presidente José Sarney em 1989. Fernando Collor, que bateu mais, levou. Mas Temer, que não pode ir às ruas e nem mesmo aparecer nas redes sociais, pode cair antes, com a aprovação da segunda denúncia contra ele pela Câmara.

A sinistra autora da ação da "cura gay"

Por Ruben Berta e George Marques, no site The Intercept-Brasil:

Autora de uma ação na Justiça Federal do Distrito Federal, cuja liminar concedida na última sexta (15) permite que psicólogos possam fazer terapias de “reversão sexual”, a chamada “cura gay”, a psicóloga Rozangela Alves Justino possui desde junho de 2016 um cargo no gabinete do deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) na Câmara. O parlamentar, que está em seu primeiro mandato no Congresso, é apadrinhado pelo líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, pastor Silas Malafaia.

Rozangela ocupa um cargo de natureza especial, que dispensa concurso público para efetivação. Com uma remuneração de R$ 3.346,34 em agosto, a psicóloga é vinculada à Liderança do Democratas na Câmara e está lotada no gabinete de Sóstenes. Na Casa, ela já foi vista este ano participando de um culto evangélico.

Globo se investe do papel de polícia e juiz

Do site da Dilma:

A propósito do editorial “Papel de Dilma ganha espaço na corrupção”, publicado pelo jornal “O Globo” neste sábado, 23 de setembro, a Assessoria de Imprensa da presidenta eleita Dilma Rousseff responde:

1. O Grupo Globo vem se investindo de forma ilegítima – e por razões inconfessáveis – em poder judiciário. Tenta de qualquer jeito manchar a honra da presidenta eleita Dilma Rousseff. Para isso, vem assumindo um papel pretensioso para o qual não tem investidura nem legal nem ética.

Caos na Rocinha e o sumiço de Bolsonaro

Por Kiko Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Jair Bolsonaro foi o deputado federal mais votado do Rio de Janeiro em 2014, com mais de 464 mil votos.

Em seu sétimo mandato, Bolsonaro está na Câmara há 26 anos. Quando chegou a Brasília, no início da década de 1990, atendia os interesses dos militares.

Mais recentemente, passou a incluir qualquer coisa em sua agenda, desde que renda assunto nas redes sociais entre seus seguidores de extrema direita.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Picareta da Riachuelo devia ser preso!

Por Altamiro Borges

Com apoio dos fascistas mirins do Movimento Brasil Livre, o picareta Flávio Rocha, dono da Riachuelo, lançou nesta semana a sua candidatura a vice numa provável chapa de João Doria para as eleições presidenciais de 2018. Como ativo participante do golpe dos corruptos, que alçou ao poder a quadrilha de Michel Temer, ele parece excitado com a recente onda conservadora no país. Mas o ricaço – assim como o “prefake” e o MBL – pode se dar mal. O seu telhado de vidro é enorme. Nesta semana, o empresário voltou ao noticiário em função de uma antiga pendenga com o Ministério Público do Trabalho. Acusado de explorar trabalho escravo, ele atacou os procuradores do Rio Grande do Norte, onde estão instaladas as confecções que terceirizam a produção para a sua rede de lojas. A sua agressividade pode lhe render um processo e até uma ordem de prisão.

Os estranhos negócios do “prefake” Doria

Por Altamiro Borges

O “prefake” paulistano João Doria adora rosnar xingamentos contra os seus adversários: “ladrão”, “bandido”, “safado”, “vagabundo”. Ele também gosta de vender a imagem de paladino da ética. Conhecendo um pouco da sua história, o ricaço mimado – também apelidado de João Dólar – devia tomar mais cuidado com a língua ferina. A exemplo de outros falsos moralistas, ele pode rapidamente ser desmoralizado e nem poderá ficar histérico com quem o xingar de "ladrão", "bandido", "safado" e "vagabundo". Nesta semana, por exemplo, a Folha publicou uma longa reportagem sobre as estranhas relações estabelecidas entre a prefeitura de São Paulo, o sinistro Lide (Grupo de Líderes Empresariais) e poderosas empresas. Vale conferir alguns trechos:

Da ditadura civil rumo à militar?

Por Leonardo Boff, em seu blog:

O que vivemos atualmente no Brasil não pode sequer ser chamado de democracia de baixíssima intensidade. Se tomarmos como referência mínima de uma democracia sua relação para com o povo, o portador originário do poder, então ela se nega a si mesma e se mostra como farsa.

Para as decisões que afetam profundamente o povo, não se discutiu com a sociedade civil, sequer se ouviram movimentos sociais e os corpos de saber especializado: o salário mínimo, a legislação trabalhista, a previdência social, as novas regras para a saúde e a educação, as privatizações de bens públicos fundamentais como é, por exemplo, a Eletrobrás e campos importantes de petróleo do pré-sal, bem como as leis de definem a demarcação das terras indígenas e, o que é um verdadeiro atentado à soberania nacional, a permissão de venda de terras amazônicas a estrangeiros e a entrega de vasta região da Amazônia para a exploração de variados minérios a empresas estrangeiras.

Temer e o passado tenebroso da privatização

Por Railídia Carvalho, no site Vermelho:

A Eletrobras registrou lucro de R$ 3 bilhões em 2016 mesmo diante de um quadro de recessão no Brasil. Estimativas para 2017 apontam que o número deve se repetir. Os dados foram informados por Eduardo Annunciato, o Chicão, presidente do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, durante conversa com jornalistas da imprensa alternativa e sindical nesta quarta-feira (20) no Centro de Mídia Alternativa Barão de Itararé.

“A receita líquida do ano passado foi de R$ 60 bilhões mesmo com toda a crise. E o governo quer vender a Eletrobras por R$ 20 bilhões?”, questionou. Os ativos da Eletrobras são estimados em R$ 370 bilhões no mercado.

As cem vidas de Lula

Por Marcos Coimbra, na revista CartaCapital:

Se dependesse dos adversários, Lula estaria morto. Se possível, teria morrido várias vezes. Tantas quantas as “balas de prata”, os “golpes fatais” e as “bombas atômicas” que acharam que o atingiram.

Semana passada, com as delações de Antonio Palocci, reencenaram o espetáculo da morte de Lula. O script foi rigorosamente cumprido: primeiro, o anúncio de “grandes revelações”; segundo, um interrogatório encenado; depois, a divulgação espalhafatosa, acompanhada da promessa de que o delator ainda tinha “muito a dizer”. No outro dia, o coro dos comentaristas, repetindo que, dessa, Lula não escapava.

Desconectados de todo o mundo, uní-vos!

Por Renata Mielli, no site Mídia Ninja:

Com a metade do mundo desconectada e com a diminuição no ritmo de crescimento de novas conexões, vai se criando um novo exército de excluídos, os excluídos digitais. A exclusão digital aprofunda as desigualdades entre indivíduos, famílias, regiões e países, determinando novos padrões de miséria e impondo novos desafios para a luta pelo fim da opressão capitalista.

E esta avaliação não é minha, é do secretário-geral da UIT, Houlin Zhao, por ocasião do lançamento do mais recente relatório da organização sobre a situação da Banda Larga no mundo, o State of Broadband 2017, da Comissão de Banda Larga da UIT. Zhao destacou que “os países ‘de ponta’ digitais estão avançando ainda mais, enquanto os países em desenvolvimento estão, em geral, sendo deixados para trás”.

Só Gilmar Mendes vota a favor de Temer

Do blog Socialista Morena:

10 a 1. Este foi o resultado, após dois dias de julgamento pelo STF (Supremo Tribunal Federal), da segunda denúncia feita pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot contra o presidente Michel Temer. Pela decisão, a denúncia seguirá para análise da Câmara dos Deputados. O único dos ministros do Supremo que acatou o argumento dos defensores de Temer foi Gilmar Mendes, para quem a denúncia deveria ser devolvida à PGR.

A péssima semana de João Doria

Por Pedro Breier, no blog Cafezinho:

O fato mais comentado acerca da última pesquisa sobre as eleições de 2018 foi, naturalmente, a liderança de Lula – chamado, pateticamente, de “o mesmo candidato” em uma chamada da Veja – em todos os cenários, nos dois turnos, contra quaisquer adversários.

A consolidação de Bolsonaro na segunda colocação, com praticamente 20% das intenções de voto, também mereceu destaque.

Os índices de João Doria causaram pouca repercussão, certamente porque ficaram muito aquém do que os entusiastas da candidatura do PrefeiTop gostariam.

Partido da Guerra controla a Casa Branca

Por Serge Halimi, no site Outras Palavras:

Bastaram alguns meses para que os Estados Unidos se retirassem do acordo internacional de Paris sobre as mudanças climáticas, adotassem novas sanções econômicas contra a Rússia, invertessema dinâmica de normalização das relações diplomáticas com Cuba, anunciassem sua intenção de denunciar o acordo nuclear com o Irã, dirigissem uma advertência ao Paquistão, ameaçassem a Venezuela com uma intervenção militar e se declarassem preparados para atacar a Coreia do Norte “com um fogo e uma ira que jamais se viram antes neste mundo”. Desde que a Casa Branca mudou de inquilino em 20 de junho passado, Washington somente melhorou suas relações com as Filipinas, o Egito, a Arábia Saudita e Israel.

Todos os homens do "presidente"

Por Jandira Feghali

Em 1976, as telas dos cinemas retrataram um escândalo sem precedentes na história norte americana. A partir da investigação de um jornalista do jornal Washington Post foi desvendado o caso conhecido como Watergate. Fitas gravadas que comprovavam a relação do presidente com operações ilegais contra a oposição tiveram como resultado a renúncia do presidente Richard Nixon. Lá, as evidências falaram mais alto que os conchavos.

Mais de 40 anos depois vivemos aqui um enredo com alguns pontos em comum, mas com possibilidade remota do mesmo desfecho, apesar das provas apresentadas.

Sindicatos se unem contra as privatizações

Por Rute Pina, no jornal Brasil de Fato:

Sindicatos de vários setores lançaram, nesta quarta-feira (20), uma frente de atuação contra as privatizações de serviços essenciais propostas pelo governo Temer.

Segundo Eduardo Annunciato, presidente do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, as experiências de privatização do setor básico retiram investimentos do serviço público, rebaixam os salários dos trabalhadores, além de precarizar a rede de serviços:

"Então, o que temos que fazer é combater as as privatizações e não deixar que os mesmos erros do passado sejam repetidos neste momento. O país está passando por uma crise e não é justo que todo o conhecimento sobre o setor elétrico brasileiro, saneamento seja jogado no lixo em nome de salvar alguns capa pretas do poder", declara Annunciato.

O masoquismo de parte dos militares

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

As Forças Armadas – e suas escolas – produziram algumas das melhores inteligências deste país.

O Exército, desde cedo, solidificou a ideia da unidade nacional, mesmo num tempo em que o país, politicamente, era pouco mais que um amontoado de oligarquias provincianas e um banco de inutilidades cortesãs. Agora, vê-se reduzido a um secretário de Segurança dizer onde deve colocar seus soldados como guarda da esquina.

Cadê a tal "retomada" da economia?

Por Tiago Pereira, na Rede Brasil Atual:

Com a popularidade em baixíssimos níveis, o governo de Michel Temer aposta em parcos sinais de recuperação da economia, que apontariam para a superação do atual quadro de recessão, para assim se manter no poder. No mercado financeiro, o cenário é de aparente euforia, com a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), registrando sucessivos recordes nesta semana. Apenas na quinta-feira (14), já sob impacto da nova denúncia apresentada contra o presidente, o índice fechou com leve queda. 

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Fora do ar, site Carta Maior pode fechar

Da revista Caros Amigos:

Criada na primeira edição do Fórum Social Mundial, em janeiro de 2001, o site de notícias Carta Maior enfrenta crise financeira e pode fechar definitivamente. O veículo, referência na mídia contra-hegemônica e que atua intensamente para denunciar os retrocessos do golpe, está fora do ar desde o dia 11 de setembro por atraso no pagamento do serviço de hospedagem de seus servidores de internet.

Em um texto divulgado nas redes sociais, o diretor de Carta Maior, Joaquim Ernesto Palhares, explica a situação e pede ajuda (leia abaixo). Para ajudar, clique neste link ou na vá até a página do Facebook.

A crise política e o fator militar

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

Peça 1 – sobre os cenários improváveis

Até a posse de Dilma Rousseff, já havia ocorrido os seguintes fenômenos, que passaram despercebidos dos partidos políticos e dos analistas em geral:

1. A montagem da bancada de Eduardo Cunha e Michel Temer, com recursos obtidos dos cargos públicos que receberam do PT.

2. As ligações entre a Lava Jato, a Procuradoria Geral da República (PGR) e o Departamento de Estado norte-americano.

3. A parceria Mídia-Ministério Público Federal (MPF), criada com a AP 470, do “mensalão”.

Risco de golpe militar impacta a Câmara?

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

A ameaça de golpe militar pode ter uma serventia, afora a lamentável demonstração de que a tentação autoritária pulsa viva nos quartéis. Talvez sirva para sacudir a maioria governista na Câmara, onde aportará hoje a nova denúncia contra Michel Temer, agora por obstrução da Justiça e comando de organização criminosa, fazendo com que a ficha caia: a insustentável situação de Temer chegou ao limite. Afogado em denúncias de corrupção, aprovado por apenas 3,4% dos brasileiros, e incapaz de reverter a deterioração social e econômica do país, Temer é um presidente que justifica eventual intervenção das Forças Armadas, liquidando com o que ainda resta de democracia no país. Se suas excelências não entenderem o que se passa, e novamente absolverem Temer, poderão ser os primeiros a chorar as pitangas.

Os generais e o presidente desmoralizado

Por Wadih Damous, no blog Viomundo:

A Constituição é clara: o presidente da República é o comandante supremo das forças armadas. E no seu artigo 142 o texto constitucional só admite a atuação dos militares na garantia da lei e da ordem por iniciativa dos poderes constitucionais; jamais por conta própria. A ordem jurídica também veda a opinião de caráter político por parte de oficiais da ativa.

No entanto, em menos de 48 horas, três generais – dois deles pertencentes ao alto comando do Exército, aí incluído o comandante, e um da reserva, mas visto como uma forte liderança por seus pares desde que comandou a primeira força de paz do Brasil no Haiti – fizeram letra morta desse marco legal ao defenderem a intervenção militar, para impedir a “instalação do caos.”

Filme e debate sobre o bloqueio a Cuba

Do site do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo:

O Cineclube Vladimir Herzog exibe na próxima terça-feira (dia 26), às 19 horas, o documentário “Bloqueio: a guerra contra Cuba”, uma produção do Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba.

O documentário aborda a história do bloqueio econômico dos EUA, aplicado desde 1962 como resposta à revolução cubano. O objetivo das restrições é asfixiar a economia do país, impondo fortes restrições à população.

A Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) vota pelo fim do embargo americano à Cuba há mais de duas décadas, declarando-o ilegal e um atentado ao povo cubano. No ano passado, EUA e Israel se abstiveram da votação pela primeira vez. Todos os outros países-membros votaram contra o vergonhoso embargo.

Em 1955, lições contra o golpismo de 2017

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Num país onde não faltam lições amargas que mostram derrotas da democracia para conspirações militares, o ano de 1955 guarda uma lição positiva para os impasses e angústias do Brasil de 2017. As semelhanças são muitas e serão explicadas nos parágrafos adiante. A diferença está no comportamento da hierarquia militar.

Em 1955, viu-se um esforço decisivo do ministro da Guerra, Henrique Lott, para afastar e punir oficiais envolvidos em atos de indisciplina. Resultado: em outubro daquele ano, após sucessivas ameaças de golpe, ocorreram eleições que conduziram Juscelino Kubitschek ao Catete, de onde ele sairia na condição dos mais populares presidentes de nossa história republicana.

Os fanáticos e a psicóloga da “cura gay”

Por Nathalí Macedo, no blog Diário do Centro do Mundo:

Retrocedendo algumas dezenas de décadas, como é sabido, o Brasil voltou a admitir a homossexualidade como doença a partir da decisão absurda de um juiz de primeiro grau que agora tenta tornar-se desembargador (pai, afasta do Brasil esse cale-se!).

A psicóloga (?) que trouxe para o século XXI o medieval conceito de “cura gay” é Marisa Lobo, a mesma que assinou contra Patrícia Lélis – aquela que acusa o Pastor Marco Feliciano de estupro -, sem sequer consulta-la, um laudo atestando que ela seria mitomaníaca (risos), como forma de invalidar as acusações de Patrícia contra seu estuprador.

Lula é o plano A, B...e Z do PT

Por Bepe Damasco, em seu blog:                                                                                      
Só pode ser vista como tática de pressão política sobre o Tribunal do Santo Ofício de Curitiba (forma apropriada como o bravo jornalista Mino Carta se refere aos justiceiros do Paraná) a proposta de alguns dirigentes do PT de boicotar as eleições de 2018, caso Lula seja alijado da disputa. A ideia seria dar desdobramentos práticos e radicalizados à palavra de ordem “eleição sem Lula é fraude.”

Alguns petistas pregam inclusive o alargamento do boicote, com o partido se negando a lançar candidatos à Câmara dos Deputados e ao Senado. E, seja por coerência ou efeito cascata, o PT também abdicaria de disputar os governos estaduais e as vagas nas assembleias legislativas. A meu ver, tudo da boca para fora. Não pode ser levada a sério a entrega de mão beijada não só da presidência da República e governos aos carrascos do povo, mas também de todas as cadeiras dos parlamentos.

Reforma trabalhista no Brasil e no mundo

Por Clemente Ganz Lúcio, no site Brasil Debate:

Com este artigo, inicio uma série de textos elaborados a partir de debates e palestras que realizei sobre a reforma trabalhista, buscando formas de sistematizar e contextualizar os problemas e enfrentar o desafio de pensar caminhos a serem trilhados pelo movimento sindical em cenário extremamente complicado.

Não é novidade que as dificuldades a serem enfrentadas são enormes. Contudo, a história nos autoriza a pensar que tudo muda o tempo todo; que no jogo social se disputa no presente as possibilidades de futuro; que alternativas se colocam e que tudo está sempre em aberto; que não há resultado definitivo, pois toda derrota pode ser revertida; um ônus pode se transformar em oportunidade; uma dificuldade pode mobilizar a criação de nova força de reação; há possibilidades de se caminhar para o inédito e o inesperado.

A Constituição não permite golpe militar!

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Faz alguns anos, desde o agravamento da crise política, que grupos civis de extrema-direita começaram a se manifestar publicamente pedindo que os militares derrubassem o governo da então presidente Dilma Rousseff e tomassem o poder. E afirmavam que a Constituição Federal teria um dispositivo que permitiria aos militares agir assim.

Abaixo [aqui], vídeo gravado pelo Blog da Cidadania em 2014, durante uma reedição da infame Marcha da Família com Deus e pela Liberdade, ocorrida em março de 1964, pouco antes de os militares instalarem no Brasil uma ditadura que durou 20 anos. Vamos assistir